A Advocacia-Geral da União confirmou que o novo concurso com 170 vagas autorizadas para as carreiras jurídicas do órgão está na fase de escolha da banca organizadora. A definição da empresa é a etapa que antecede todo o restante do processo, porque será ela a responsável por receber as inscrições e aplicar as provas. Só depois da contratação da organizadora os editais devem ser publicados, e a expectativa do órgão é divulgar um edital para cada carreira ainda este ano.
Para quem estuda, o recado é claro: o concurso AGU saiu do campo das especulações e entrou na fase de estruturação. Isso significa que o edital está mais perto e que a preparação não deveria mais esperar a publicação do documento para começar. A grande novidade desta edição, o Exame Nacional da Advocacia Pública (Enap), muda a lógica de como o candidato se organiza, e entender isso agora pode ser o diferencial entre estar pronto ou correr atrás do prejuízo.
Quais carreiras e vagas estão previstas
A AGU estima publicar um edital para cada uma das carreiras jurídicas, com a seguinte distribuição de vagas:
- Advogado da União: 50 vagas
- Procurador da Fazenda Nacional: 50 vagas
- Procurador Federal: 50 vagas
- Procurador do Banco Central do Brasil: 20 vagas
Todas as carreiras exigem nível superior em Direito, registro válido na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e comprovação de, no mínimo, dois anos de prática forense. O salário inicial previsto é de R$ 24.967,31, o que coloca o concurso entre as seleções mais atrativas da área jurídica no país.
Vale registrar que a banca ainda não foi definida, portanto não há data de inscrição, valor de taxa, cronograma ou conteúdo programático oficialmente divulgados até o momento. Essas informações só devem aparecer com a publicação dos editais.
O Enap muda tudo na estratégia de estudo
O ponto que exige mais atenção é o Enap. Segundo a AGU, o exame será uma etapa prévia de habilitação, com caráter eliminatório, destinado a aferir conhecimentos e competências relacionados ao exercício das atribuições das carreiras jurídicas. Na prática, estar apto no Enap passa a ser requisito obrigatório para disputar as vagas, funcionando de forma semelhante ao que já ocorre nos concursos da magistratura e para cartórios.
Um detalhe importante: a nota obtida no Enap não será usada na classificação dos candidatos nos concursos específicos de cada carreira. Ou seja, o exame serve como uma espécie de filtro de entrada, e não como pontuação que ajuda a subir no ranking.
Outra mudança relevante é que os habilitados no Enap poderão realizar as provas objetivas das quatro carreiras mediante o pagamento de uma única taxa de inscrição. A escolha por uma carreira específica será feita apenas depois, antes da realização das provas discursivas. Já como última etapa do concurso, a AGU prevê um curso de formação de caráter eliminatório para cada uma das quatro carreiras. De acordo com o órgão, a mudança pretende aumentar o número de aprovados e facilitar a recomposição da força de trabalho.
Por que este é o momento de começar
Quando um concurso entra na fase de escolha da banca, o intervalo até a prova costuma ser curto para o volume de conteúdo das carreiras jurídicas. O candidato que esperar a publicação do edital para abrir os livros corre o risco de chegar ao Enap sem ter consolidado a base, especialmente porque os conteúdos programáticos, o formato das provas e o cronograma do exame ainda não foram anunciados.
A melhor leitura estratégica é tratar o Enap como uma prova de largada. O exame mede conhecimentos ligados ao exercício das atribuições das carreiras, o que aponta para uma preparação sólida nas disciplinas centrais do Direito Público, comuns às quatro carreiras, antes de aprofundar as matérias específicas de cada uma. Quem monta uma base robusta agora fica livre para fazer a escolha da carreira no momento mais vantajoso, já com o edital em mãos e sem precisar recomeçar do zero.
O que priorizar nos estudos
Como o conteúdo oficial ainda não foi divulgado, a recomendação é concentrar esforços nas disciplinas que sustentam as quatro carreiras: Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário, Direito Processual Civil e Direito Previdenciário, além de uma base consistente de Língua Portuguesa e raciocínio lógico. Esses blocos costumam aparecer em seleções jurídicas da União e formam o alicerce para as matérias mais específicas, como as que envolvem a atuação da Fazenda Nacional ou do Banco Central.
Resolução de questões, revisão por ciclos e simulados periódicos ajudam a medir o avanço enquanto o edital não sai. Assim, quando a AGU publicar os documentos do Enap e das carreiras, o candidato estará ajustando a rota, e não construindo a estrada.
O Concurso AGU 2026 é uma das maiores oportunidades para quem sonha com uma carreira jurídica pública, com remuneração inicial acima de R$ 24 mil e a chance de disputar quatro carreiras com uma única taxa. Para transformar essa oportunidade em aprovação, conte com a plataforma do Nota Máxima, que reúne trilhas de estudo, questões comentadas e simulados para manter sua preparação no ritmo certo desde agora, muito antes de o edital chegar.