O prazo para se inscrever no concurso das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) termina em 11 de novembro. As candidaturas são recebidas pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do certame, e o pagamento da taxa precisa ser feito por boleto bancário até 12 de novembro. As taxas são de R$ 100 para cargos de nível médio e técnico e de R$ 125 para as carreiras de nível superior. A prova objetiva está marcada para 10 de janeiro de 2027.

Por que o momento exige decisão rápida

A janela de inscrição é curta e o cronograma é apertado: entre o encerramento das candidaturas e a aplicação da prova há cerca de dois meses. Para quem ainda está decidindo entre cargos, esse é o intervalo em que a escolha precisa virar plano de estudo. Cada carreira tem conteúdo programático próprio, e migrar de área no meio do caminho costuma custar mais do que parece.

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Há um segundo fator que torna este concurso diferente da maioria. O último processo seletivo da empresa pública havia ocorrido em 2018, e a seleção atual está ancorada em um cenário de expansão do programa nuclear brasileiro, com a sinalização do Governo Federal de ampliar a participação da geração nucleoelétrica, movimento previsto no Plano Nacional de Energia 2055. Segundo o presidente da INB, Tomás Albuquerque, o certame representa “uma oportunidade de renovação dos quadros e de intercâmbio entre os profissionais experientes da empresa e uma nova geração”, o que preserva o conhecimento nuclear acumulado no país.

Na prática, isso significa que a aprovação não se limita a preencher uma vaga isolada. O ingresso ocorre em uma estatal que declara precisar de quadros qualificados para uma nova etapa de crescimento, o que costuma se traduzir em perspectiva de carreira mais longa do que a de concursos pontuais.

Dados do concurso

  • Órgão: Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa pública federal
  • Banca: Fundação Getulio Vargas (FGV)
  • Vagas: cadastro de reserva
  • Escolaridade: níveis médio, técnico e superior
  • Remuneração inicial: de R$ 3.452 a R$ 8.374
  • Inscrições: de 13 de outubro a 11 de novembro
  • Pagamento da taxa: até 12 de novembro, por boleto
  • Prova objetiva: 10 de janeiro de 2027

Cargos de nível médio

Assistente Administrativo, Inspetor de Guarda, Desenhista Projetista e Operador de Processos.

Cargos de nível técnico

Técnico em Agrimensura, Técnico em Automação, Técnico em Edificações, Técnico em Eletromecânica, Técnico em Eletrônica, Técnico em Eletrotécnica, Técnico em Enfermagem do Trabalho, Técnico em Ferramentaria, Técnico em Geologia, Técnico em Instrumentação, Técnico em Logística, Técnico em Mecânica, Técnico em Mecânica de Precisão, Técnico em Meio Ambiente, Técnico em Metalurgia, Técnico em Metrologia, Técnico em Mineração, Técnico em Química, Técnico em Radioproteção e Técnico em Segurança do Trabalho.

Cargos de nível superior

A relação inclui Administrador, Advogado, Analista de Comércio Exterior, Analista de Comunicação, Analista de Sistemas, Arquivologista e Assistente Social, além de outras carreiras distribuídas entre as áreas de Administração, Engenharia, Comunicação e Saúde. A lista completa, com requisitos de escolaridade e atribuições, está no edital.

Cronograma de estudos até a prova

Fase 1, até o fim das inscrições: escolher o cargo definitivo e conferir os requisitos de formação exigidos no edital. Definir o cargo agora evita retrabalho, porque as provas de técnico e de analista não cobram o mesmo conjunto de disciplinas.

Fase 2, primeiras semanas após a inscrição: montar a base comum. Língua Portuguesa, raciocínio lógico e noções de informática, quando previstos, costumam sustentar boa parte da nota, e são as matérias que mais rendem pontos por hora estudada na fase inicial.

Fase 3, dezembro: aprofundar as disciplinas específicas do cargo escolhido e começar a resolver provas anteriores da FGV. O estilo da banca, com enunciados diretos e cobrança de interpretação, exige treino de leitura rápida e administração de tempo.

Fase 4, reta final de janeiro: simulados cronometrados, revisão de pontos fracos e descanso programado. Como a prova está marcada para 10 de janeiro, logo após as festas de fim de ano, o calendário precisa reservar estudo útil nesse período em vez de apostar em recuperação de última hora.

O que fazer agora

O passo mais urgente é concluir a inscrição e confirmar o pagamento do boleto dentro do prazo, já que a taxa não recolhida até 12 de novembro invalida a candidatura. Em seguida, vale transformar a escolha do cargo em plano de estudo com metas semanais, usando o conteúdo programático do edital como mapa.

Quem quer chegar à prova com preparação estruturada, acompanhamento de desempenho e revisões direcionadas para o perfil da FGV encontra no Nota Máxima a plataforma para organizar essa rotina do primeiro dia de estudo até a data do exame.