As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) publicaram nesta terça-feira, 13 de outubro, o edital do novo concurso público da estatal. A seleção, organizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), é destinada exclusivamente à formação de cadastro de reserva, com oportunidades para cargos de níveis médio, técnico e superior e salários iniciais que chegam a R$8,3 mil.
Para quem estuda para concursos federais, o anúncio tem peso diferente de uma seleção comum. A INB atua em um setor estratégico para o país, o ciclo do combustível nuclear, e costuma abrir editais com intervalos longos entre uma seleção e outra. Isso significa que o cadastro de reserva tem chance real de ser chamado ao longo do prazo de validade, e que quem começa a preparação agora sai na frente de uma concorrência que tende a se intensificar nas próximas semanas, conforme o prazo de inscrição se aproxima.
O que o edital do concurso INB oferece
O documento prevê apenas cadastro de reserva, sem vagas imediatas. A distribuição das oportunidades varia conforme o cargo escolhido, e a lotação dos aprovados será nas unidades da empresa pública em quatro cidades: Resende (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Caldas (MG) e Caetité (BA). Há reserva de vagas para pessoas com deficiência e cotas étnico-raciais.
As áreas de atuação são bastante variadas e incluem Administração, Engenharia, Comunicação, Saúde e funções técnicas. Confira a lista de cargos do edital:
Nível médio
Assistente Administrativo; Inspetor de Guarda; Desenhista Projetista; e Operador de Processos.
Nível técnico
Técnico em Agrimensura; Técnico em Automação; Técnico em Edificações; Técnico em Eletromecânica; Técnico em Eletrônica; Técnico em Eletrotécnica; Técnico em Enfermagem do Trabalho; Técnico em Ferramentaria; Técnico em Geologia; Técnico em Instrumentação; Técnico em Logística; Técnico em Mecânica; Técnico em Mecânica de Precisão; Técnico em Meio Ambiente; Técnico em Metalurgia; Técnico em Metrologia; Técnico em Mineração; Técnico em Química; Técnico em Radioproteção; e Técnico em Segurança do Trabalho.
Nível superior
Administrador; Advogado; Analista de Comércio Exterior; Analista de Comunicação; Analista de Sistemas; Arquivologista; Assistente Social; Auditor; Biólogo; Contador; Economista; Enfermeiro do Trabalho; Engenheiro Agrônomo/Florestal; Engenheiro Ambiental; Engenheiro Civil; Engenheiro de Controle e Automação; Engenheiro de Minas; Engenheiro de Produção; Engenheiro de Segurança do Trabalho; Engenheiro Eletricista; Engenheiro Eletrônico; Engenheiro Geotécnico; Engenheiro Mecânico; Engenheiro Metalurgista; Engenheiro Nuclear; Engenheiro Químico; Físico; Geólogo; Médico do Trabalho; Psicólogo; e Químico.
Requisitos, inscrições e provas
Os requisitos mudam de acordo com a função pretendida. Para Assistente Administrativo, por exemplo, exige-se ensino médio completo. Já o cargo de Desenhista Projetista pede ensino médio, curso de qualificação profissional na área com carga horária mínima de 400 horas e formação específica complementar. Por isso, a leitura atenta do anexo de requisitos é o primeiro passo antes de escolher o cargo, já que uma exigência não cumprida elimina o candidato ainda na fase de inscrição.
As inscrições ficam abertas até novembro. As provas objetivas estão previstas para janeiro de 2027, e o edital também estabelece nota mínima para aprovação. Há ainda etapa de teste físico para o cargo de Inspetor de Guarda, o que exige preparação paralela à dos estudos teóricos.
Análise do Nota Máxima: o que essa notícia muda na prática
Três pontos merecem atenção de quem vai concorrer. O primeiro é o modelo de cadastro de reserva. Sem vagas imediatas, o resultado depende da nota de corte e da posição na lista, não apenas da aprovação. Em seleções assim, a diferença entre ser chamado e ficar de fora costuma ser de poucos pontos, e cada questão acertada na prova objetiva pesa mais do que o candidato imagina.
O segundo é a banca. A FGV tem estilo próprio, com enunciados contextualizados, textos de apoio longos e cobrança de interpretação em quase todas as disciplinas. Treinar com provas anteriores do mesmo organizador é mais eficiente do que estudar apenas por resumos teóricos.
O terceiro é o calendário. Com inscrições até novembro e provas em janeiro, a janela útil de preparação é curta. Quem deixar para começar depois da inscrição terá pouco mais de um mês de estudo efetivo, o que é insuficiente para quem disputa cargos de nível superior com conteúdo programático extenso.
O que estudar e por onde começar
A base é comum a quase todos os cargos: Língua Portuguesa, com foco em compreensão de texto e gramática aplicada ao sentido, Raciocínio Lógico e conhecimentos específicos da área escolhida. Para os cargos técnicos e de engenharia, o peso maior recai sobre a formação profissional, com temas ligados a processos industriais, segurança, radioproteção e meio ambiente. Nas funções administrativas e jurídicas, entram noções de direito, gestão pública e legislação aplicada.
A estratégia recomendada é dividir o tempo em três blocos: nas primeiras semanas, revisão da base comum e resolução de questões da FGV; na sequência, aprofundamento do conteúdo específico do cargo; nas últimas semanas, simulados completos com tempo controlado. Quem pretende o cargo de Inspetor de Guarda deve encaixar na rotina o treino para o teste físico, sem deixar a preparação teórica para o fim.
Se a ideia é acompanhar esse e outros editais federais e estaduais com material atualizado, questões comentadas e um plano de estudos que se ajusta ao seu tempo disponível, vale conhecer a plataforma do Nota Máxima. O cadastro de reserva da INB é uma porta que só se abre para quem chega preparado antes da prova, e a preparação começa muito antes da inscrição.