Proteger o espaço aéreo brasileiro, transportar ajuda para regiões isoladas e atuar em resgates em qualquer ponto do país. Essas são algumas das missões da Força Aérea Brasileira (FAB), que celebra em 23 de outubro o seu dia, data que também homenageia os aviadores. Para quem pensa em vestir essa farda, o caminho passa pelos concursos públicos da Aeronáutica, que abrem portas tanto para a carreira militar quanto para o exercício profissional como civil em áreas de alta qualificação.
As seleções da força são realizadas todos os anos e cobrem diferentes níveis de formação. Há processos que levam ao curso superior de Engenharia, outros que formam sargentos e outros ainda que preparam oficiais. Em alguns casos, a corporação realiza mais de um processo por ano para reforçar o efetivo. Na prática, isso significa que o candidato que estuda para essas provas raramente fica sem uma nova oportunidade no calendário seguinte, o que permite planejar a preparação com antecedência em vez de esperar o edital sair.
Os cinco concursos que sustentam a formação de pessoal da FAB
A lista de seleções recorrentes da Aeronáutica reúne o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), a Academia da Força Aérea (AFA), a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica (EAGS) e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR). Cada uma tem público-alvo, escolaridade e objetivo de formação próprios, o que explica por que os editais não competem entre si: eles atendem a perfis diferentes de candidato.
A EEAR, por exemplo, é apontada como a principal porta de entrada para a formação de sargento da FAB, por meio do Curso de Formação de Sargentos (CFS). Já as demais escolas completam o ciclo de formação de oficiais e de preparação de cadetes, sempre com seleções anuais.
ITA: a seleção mais conhecida da Aeronáutica
Entre todas as seleções da força, o concurso do ITA é provavelmente a mais conhecida. Ele seleciona candidatos para o curso de graduação em Engenharia, com duração de cinco anos. Nos dois primeiros anos, a grade curricular é comum a todos os alunos; nos três seguintes, o estudante segue a formação específica da área escolhida.
As habilitações oferecidas são Engenharia Aeronáutica, Eletrônica, Mecânica-Aeronáutica, Civil-Aeronáutica, de Computação, Aeroespacial, de Sistemas e de Energia. Ao final, o aluno pode optar por seguir carreira militar ou concluir o curso como civil. Quem escolhe a carreira militar é promovido a primeiro-tenente do Quadro de Oficiais Engenheiros, com remuneração equivalente ao posto na tabela vigente da Aeronáutica, hoje em R$ 13.570,05.
Quem pode concorrer a uma vaga no ITA
Os requisitos principais para ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica são:
- ser brasileiro nato, solteiro e de qualquer sexo;
- ter concluído o ensino médio ou estar em fase de conclusão;
- não completar 25 anos até 31 de dezembro do ano de matrícula.
Como o candidato é avaliado
A seleção do ITA é dividida em etapas com pesos e formatos distintos. A primeira prova é objetiva, aplicada em um único dia, com questões de Matemática, Física, Química e Inglês. Depois, os candidatos enfrentam provas distribuídas ao longo de quatro dias, com questões dissertativas de Matemática, Física e Química, além de redação e de questões objetivas de Português. Há ainda a inspeção de saúde, de caráter eliminatório, para os convocados.
O desenho da avaliação deixa claro o recado para quem pretende concorrer: o ITA cobra profundidade em exatas e não se contenta com decoreba. As dissertativas exigem domínio de raciocínio e de escrita técnica, e a redação é decisiva para separar candidatos com notas parecidas na objetiva.
Calendário: quando saem os próximos editais
O concurso do ITA é realizado anualmente. As inscrições costumam ocorrer entre junho e julho, com provas entre setembro e outubro. O edital de 2026 foi divulgado em junho, o que empurra o próximo processo para 2027. Para o candidato que ainda está no ensino médio, esse intervalo é justamente a janela de preparação mais valiosa, porque permite estudar o conteúdo com calma antes da corrida contra o calendário.
O que estudar para os concursos da Aeronáutica
No caso do ITA, a base é bem definida: Matemática, Física, Química, Português e Inglês, com redação. A recomendação é montar um ciclo de estudos que priorize resolução de provas anteriores e treino de escrita dissertativa desde o início, porque o formato de quatro dias de provas é fisicamente desgastante e exige resistência além do conhecimento.
Para as demais seleções, como a EEAR, o conteúdo muda conforme o nível de formação e o cargo pretendido, mas o padrão se repete: forte peso em exatas, interpretação de texto e uma etapa de saúde que elimina candidatos com antecedência. Por isso, vale revisar condições físicas e exigências médicas antes mesmo de começar a estudar, para não construir uma aprovação que não poderá ser usada.
Análise do Nota Máxima: o que essa data revela para quem estuda
Concursos anuais com calendário previsível são uma vantagem rara no universo dos concursos públicos. Em vez de esperar uma autorização para começar a estudar, o candidato da Aeronáutica pode montar um plano de dois anos com base no histórico de editais. Quem tem o ITA como objetivo e perdeu o ciclo de 2026 tem, na prática, um ano inteiro de preparação antecipada para o processo de 2027, o que costuma ser decisivo nas provas dissertativas de exatas.
Outro ponto estratégico: como a FAB mantém várias seleções simultâneas, o candidato pode direcionar o esforço para o perfil que combina com sua escolaridade hoje e usar a preparação como degrau para outra carreira dentro da mesma força no futuro. Essa visão de longo prazo, e não de edital isolado, é o que diferencia quem chega à prova com conteúdo consolidado de quem corre atrás do conteúdo faltando a poucas semanas do exame.
Quem quer transformar essa janela de tempo em aprovação encontra no Nota Máxima um ambiente pensado para a rotina de quem precisa conciliar estudo, revisão e simulados. Organize o cronograma com base no próximo edital da Aeronáutica e comece hoje: em concursos anuais, o tempo bem usado é o principal diferencial competitivo.