As Eleições 2026 definiram logo no primeiro turno quem vai comandar os três estados da Região Sul, e o resultado já recolocou os concursos do Sul no radar de quem estuda para o serviço público. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná escolheram seus governadores no domingo, 4 de outubro, e as propostas registradas na Justiça Eleitoral sinalizam como cada um pretende tratar concursos, carreiras e recomposição de efetivos nos próximos quatro anos.
Para o candidato, ler esses planos não é curiosidade política. É antecipar em quais áreas devem surgir novas seleções e onde vale a pena direcionar a preparação desde agora. Levantamentos do setor apontam que Segurança Pública, Educação e controle interno aparecem entre as prioridades declaradas, o que ajuda a montar uma estratégia de estudos com meses de antecedência, antes mesmo de qualquer edital.
Paraná: Sergio Moro promete concursos periódicos
Eleito governador do Paraná no primeiro turno, com 50,10% dos votos válidos, Sergio Moro (PL) apresenta propostas diretamente ligadas à realização de concursos públicos. Um dos principais compromissos está na Segurança Pública: o plano prevê concursos periódicos para ampliar o efetivo das forças policiais do estado, dentro do programa “Polícia nas Ruas”.
Além do ingresso de novos profissionais, a proposta inclui remanejar policiais que hoje atuam em funções administrativas para atividades de patrulhamento e investigação. Pelo texto, parte das tarefas internas poderia ser assumida por servidores administrativos e por policiais da reserva, quando a legislação permitir. A medida tende a ter reflexos em corporações como Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Corpo de Bombeiros, que integram a estrutura de Segurança do estado.
Outro ponto de interesse para os concurseiros é a criação de uma carreira de auditor público estadual. A ideia é substituir atividades de controle interno hoje desempenhadas por comissionados por um quadro próprio de auditores concursados, dando mais independência à fiscalização. A carreira entra no pacote de combate à corrupção do governador eleito, que também prevê a criação de uma Agência Anticorrupção e o reforço de mecanismos de auditoria preventiva e de controle do patrimônio de agentes públicos.
Na Educação, o plano fala em uma política permanente de valorização dos professores, com formação continuada e atenção à saúde da categoria.
Rio Grande do Sul e Santa Catarina: o que já está definido
No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) foi eleito com 58,05% dos votos válidos. Em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) conquistou a reeleição com 68,98%. Nos dois estados, como nos demais, as propostas para concursos e funcionalismo constam dos planos de governo registrados na Justiça Eleitoral e passam a orientar a montagem do orçamento e das estruturas administrativas a partir de 2027.
Vale reforçar um ponto importante: nenhum dos planos analisados apresenta número de vagas, faixa de salário ou calendário de seleções. As propostas indicam direção, não detalhamento. A definição de quantitativos, cargos e datas depende de estudos internos, disponibilidade orçamentária e, em vários casos, de projetos de lei que ainda precisam tramitar nas assembleias legislativas.
O que estudar enquanto os editais não saem
Como ainda não há banca definida nem edital publicado, a recomendação é investir na base que costuma aparecer em quase todos os concursos estaduais do Sul, independentemente do órgão escolhido:
- Português e interpretação de texto: presença praticamente garantida e tema de corte em qualquer seleção.
- Raciocínio lógico e matemático: recorrente em provas de nível médio e superior.
- Direito Constitucional e Administrativo: base para as carreiras de controle interno e para boa parte dos cargos administrativos.
- Legislação estadual e noções de segurança pública: essenciais para quem mira as corporações policiais e os Bombeiros.
- Informática e conhecimentos específicos: decisivos para carreiras de auditoria e fiscalização.
Quem pretende as carreiras de Segurança deve, além da base, treinar preparo físico e acompanhar os requisitos de cada corporação, que costumam incluir etapas como prova de aptidão, investigação social e exames médico e psicológico.
Análise do Nota Máxima: por que isso importa agora
A eleição de governadores que colocam concursos no centro do discurso é um sinal positivo para quem estuda. Significa que existe disposição política para recompor quadros e criar novas carreiras, o que historicamente antecede a abertura de seleções. Quem entende esse movimento com antecedência sai na frente de quem só começa a estudar quando o edital é publicado.
O erro mais comum nessa fase é esperar a confirmação oficial para começar. A janela entre o anúncio de uma proposta e a publicação do edital costuma ser curta, e é justamente nesse intervalo que os candidatos mais organizados constroem vantagem. A criação de uma carreira de auditor público estadual no Paraná, por exemplo, é uma pista clara de onde pode surgir uma seleção inédita e com boa remuneração, o que tende a atrair muita concorrência.
Por isso, a estratégia mais eficiente é estudar em camadas: firme a base comum primeiro, acompanhe as decisões orçamentárias e os projetos enviados às assembleias e, quando a banca e o edital forem definidos, direcione o esforço para as matérias específicas. Assim, nenhuma novidade pega o candidato despreparado.
Para organizar essa preparação e acompanhar as atualizações dos concursos do Sul conforme cada estado avança, vale contar com uma plataforma que reúne trilhas de estudo, questões comentadas e simulados alinhados aos editais. O Nota Máxima foi feito para quem quer transformar expectativa em aprovação, com conteúdo atualizado e foco no que realmente cai na prova.