O Tribunal de Justiça de São Paulo colocou na praça os dois editais mais aguardados por quem mira a carreira judiciária paulista. São 132 vagas imediatas, além de cadastro de reserva para Escrevente e para Oficial de Justiça, com organização da Fundação Vunesp. A publicação encerra um ciclo de espera que vinha desde 2025 e abre, agora, a fase em que o candidato precisa trocar a ansiedade pela execução do plano de estudos.

Para quem acompanha o certame há meses, o recado é direto: o intervalo entre a publicação do edital e a prova é o período em que a maioria dos candidatos perde pontos por falta de método, não por falta de conteúdo. Com dois cargos no mesmo tribunal, a decisão sobre qual disputar (ou se vale tentar os dois) precisa ser tomada antes da abertura das inscrições, porque ela muda completamente a rotina de preparação.

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Dados do concurso

  • Órgão: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ SP)
  • Banca: Fundação Vunesp
  • Cargos: Escrevente e Oficial de Justiça
  • Vagas: 132 vagas imediatas, mais cadastro de reserva para os dois cargos
  • Salário inicial previsto para 2026: de R$ 6.782,54 a R$ 9.856,95
  • Inscrições: de 28 de outubro a 10 de dezembro de 2026, exclusivamente pela internet
  • Taxas: R$ 81,00 para Escrevente e R$ 96,00 para Oficial de Justiça
  • Status: editais publicados

Análise do Nota Máxima: o que essa publicação muda na prática

Dois editais simultâneos criam uma situação que exige decisão estratégica. Escrevente e Oficial de Justiça têm perfis de rotina diferentes dentro do tribunal, e o candidato que tenta cobrir os dois sem critério costuma terminar com um cronograma inflado e nenhuma matéria consolidada. A recomendação é escolher um cargo como prioridade e tratar o outro como plano B apenas se houver sobreposição real de conteúdo no edital.

O segundo ponto é o calendário. A janela de inscrições vai de 28 de outubro a 10 de dezembro, o que significa que o período de preparação pós-edital é curto e não permite começar do zero. Quem já vinha estudando desde as expectativas de 2025 sai na frente; quem começa agora precisa de um plano enxuto, focado no que o edital realmente cobra e no estilo de prova da Vunesp.

Vale também atenção à parte burocrática, que elimina candidatos todos os anos: pagamento da taxa dentro do prazo, conferência dos requisitos de escolaridade e documentação exigida para cada cargo. A taxa é diferente para Escrevente e para Oficial, então quem optar pelos dois precisa observar dois pagamentos e dois prazos dentro do mesmo período.

O que estudar e como se organizar a partir de agora

O primeiro passo é abrir o edital do cargo escolhido e transformar o conteúdo programático em uma lista de estudo com pesos. Nem todo tópico tem o mesmo retorno em prova de tribunal, e a distribuição de questões costuma privilegiar as disciplinas de base, aquelas que aparecem em maior volume no dia da prova.

Na sequência, resolve provas anteriores da própria Vunesp para cargos de tribunal. Esse é o atalho mais eficiente para entender como a banca formula enunciados, o nível de detalhe cobrado e as pegadinhas recorrentes. Estudo sem contato com a prova real gera uma falsa sensação de domínio do conteúdo.

Por fim, monte um cronograma com revisões programadas desde a primeira semana. Como a janela até a prova é apertada, o ideal é reservar um dia fixo da semana para revisar o que já foi estudado e outro para treino de questões, mantendo a teoria apenas para os pontos em que o desempenho estiver abaixo do esperado.

Quem quer sair da teoria e chegar na prova com ritmo de aprovação encontra no Nota Máxima trilhas de estudo, questões comentadas e acompanhamento pensados para concursos de tribunais. Comece agora, antes que a janela de inscrições abra.