O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo publicou os editais dos concursos para Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça. A Fundação Vunesp é a banca responsável pela organização do certame, que terá provas aplicadas apenas em 2027, mais precisamente em 14 de março.

Para quem estuda para a área de tribunais, a notícia tem peso diferente do habitual. O maior tribunal do país abriu duas seleções simultâneas, com salários que chegam a R$ 9.856,95, e o período de inscrições começa em 28 de outubro de 2026. Ou seja: o candidato tem um cronograma relativamente confortável de preparação, mas precisa decidir agora qual cargo vai perseguir, porque as provas serão no mesmo dia e a escolha é excludente na prática.

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Dados do concurso

Confira o resumo das informações publicadas nos editais:

  • Órgão: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ SP)
  • Banca: Fundação Vunesp
  • Cargos: Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça
  • Vagas: Escrevente com cadastro de reserva; Oficial de Justiça com 132 vagas imediatas mais cadastro de reserva
  • Salários iniciais (2026): R$ 6.782,54 para Escrevente e R$ 9.856,95 para Oficial de Justiça
  • Taxa de inscrição: R$ 81,00 para Escrevente e R$ 96,00 para Oficial
  • Inscrições: de 28 de outubro a 10 de dezembro de 2026, exclusivamente pela internet
  • Pedido de isenção da taxa: de 28 a 30 de outubro
  • Pagamento da taxa: até 11 de dezembro
  • Prova objetiva: 14 de março de 2027
  • Etapas: prova objetiva com 70 questões de múltipla escolha, de caráter eliminatório e classificatório

O edital do cargo de Escrevente não prevê vagas imediatas, apenas formação de cadastro de reserva. Isso não significa ausência de oportunidades: o TJ SP costuma convocar aprovados com frequência por conta da rotatividade das varas e do volume de trabalho. Mas exige do candidato consciência de que a nomeação depende da posição na lista e do surgimento de vagas ao longo do prazo de validade do concurso.

Análise do Nota Máxima: o que isso muda na preparação

O primeiro ponto prático é a escolha do cargo. Como a prova objetiva está marcada para o mesmo dia, o candidato não consegue prestar os dois concursos. Oficial de Justiça oferece remuneração significativamente maior e vagas imediatas, mas costuma exigir rotina externa, deslocamentos e atividades de campo que mudam completamente o perfil de trabalho. Escrevente, por sua vez, tem rotina interna nas unidades judiciárias e um cadastro de reserva que, historicamente, costuma render convocações ao longo do tempo.

O segundo ponto é o calendário. Entre a publicação do edital e a prova há cerca de cinco meses, um intervalo maior do que o habitual em concursos de tribunais. Isso favorece quem ainda não terminou a base teórica, mas também cria um risco clássico: a sensação de que existe tempo de sobra e o adiamento do início dos estudos. Quem começa agora consegue trabalhar conteúdo, revisão e questões em ciclos completos. Quem espera a abertura das inscrições perde esse diferencial.

O terceiro ponto é o custo de entrada. As taxas são relativamente acessíveis para o padrão atual, e a janela de isenção é curta, de apenas três dias, logo no início do período de inscrições. Candidatos que se enquadram nos critérios de isenção precisam marcar essa data, porque o pedido não se repete depois.

O que estudar até a prova

A estrutura da primeira etapa é conhecida: 70 questões de múltipla escolha, com caráter eliminatório e classificatório. O conteúdo programático completo está detalhado nos editais de cada cargo e deve ser a base do planejamento, mas algumas diretrizes ajudam a organizar o estudo desde já:

  • Leia o edital do cargo escolhido na íntegra antes de montar o cronograma, conferindo o programa de cada disciplina, os pesos e os critérios de aprovação.
  • Priorize as matérias de maior peso e maior número de questões, garantindo que a base esteja consolidada antes de avançar para temas menos recorrentes.
  • Treine com questões de múltipla escolha do mesmo estilo da banca, já que a prova é objetiva e exige leitura rápida e interpretação precisa.
  • Reserve tempo fixo na semana para revisão do que já foi estudado, porque cinco meses de conteúdo sem revisão geram esquecimento na reta final.
  • Inclua simulados a partir do terceiro mês, com controle de tempo, para ajustar a velocidade de resolução.
  • Confira também as exigências de escolaridade, documentação e eventuais etapas posteriores, para não ser surpreendido após a aprovação.

Vale lembrar que o Tribunal de Justiça de São Paulo é um dos órgãos mais procurados do país na área de tribunais, e a concorrência costuma refletir isso. A vantagem de quem se organiza cedo não está em estudar mais horas, e sim em estudar com constância e com o edital na mão, sem dispersão.

Se a sua meta é o TJ SP, o momento de transformar a notícia em plano de estudo é agora. No Nota Máxima, você encontra trilhas de preparação, questões comentadas e ferramentas de revisão pensadas para quem precisa conciliar rotina e aprovação, com conteúdo alinhado ao que as bancas realmente cobram.